Um sistema de backup só tem verdadeiro valor quando garante a recuperação rápida da informação e permite assegurar a continuidade do negócio.
Durante muitos anos, a maioria das empresas fazia uma pergunta simples sobre a sua infraestrutura informática: "Temos backups?" Hoje, essa questão, por si só, já não é suficiente.
Num contexto em que ataques de ransomware, falhas de hardware, erros humanos e interrupções operacionais fazem parte da realidade das organizações, a existência de um sistema de backup empresarial não garante automaticamente que a empresa consiga recuperar rapidamente a sua atividade.
A verdadeira questão é outra: se amanhã perder todos os seus sistemas, quanto tempo demorará até conseguir voltar a trabalhar?
É a resposta a esta pergunta que determina a capacidade de recuperação de uma organização. E é precisamente neste ponto que muitas empresas descobrem que confundiram a existência de cópias de segurança com uma verdadeira estratégia de continuidade de negócio.
Um backup pode existir e, ainda assim, a empresa perder dias de trabalho
Imagine que a sua empresa realiza um backup todas as noites. À primeira vista, trata-se de uma excelente prática. No entanto, se ocorrer um incidente às 17 horas, toda a informação produzida desde o último backup poderá ser perdida. Isto inclui faturação, encomendas, alterações no ERP, documentos, emails e todo o trabalho desenvolvido pelos colaboradores ao longo do dia.
Na prática, realizar backups diários significa aceitar a possibilidade de perder até um dia inteiro de informação. Por isso, a questão mais importante deixa de ser "Com que frequência fazemos backups?" e passa a ser "Quanto trabalho estamos realmente dispostos a perder?"
Fazer backups é simples. Recuperar é o verdadeiro desafio.
Outro erro frequente consiste em assumir que, por existir um backup, a recuperação será imediata. Na realidade, restaurar sistemas pode demorar várias horas ou até vários dias, dependendo da infraestrutura, do volume de informação e da estratégia de recuperação implementada.
Durante esse período, a empresa continua a suportar custos enquanto vê a sua atividade comprometida. Os colaboradores deixam de conseguir trabalhar, a faturação pode ficar interrompida, o ERP torna-se indisponível e clientes ou fornecedores deixam de obter resposta. Em muitos casos, o impacto financeiro provocado pela paragem ultrapassa largamente o custo do incidente que lhe deu origem.
Mais do que perguntar "Conseguimos recuperar os dados?", importa saber "Quanto tempo estaremos parados até voltar a operar normalmente?"
Um backup que nunca foi testado é apenas uma suposição
Muitas organizações executam backups diariamente durante anos, mas poucas verificam regularmente se conseguem restaurar a informação com sucesso. Esta é uma das maiores fragilidades das estratégias de proteção de dados.
Um ficheiro pode estar corrompido, um servidor pode não recuperar corretamente, uma aplicação pode deixar de funcionar após o restauro ou o próprio procedimento pode depender de um colaborador que já não integra a empresa. Estes problemas raramente são identificados durante a execução do backup; normalmente só são descobertos quando a organização já se encontra em situação de crise.
Uma estratégia de recuperação após desastre só pode ser considerada fiável quando é testada regularmente e validada em condições semelhantes às de um incidente real.
O backup também pode ser comprometido
Os ataques informáticos evoluíram significativamente nos últimos anos. Atualmente, muitos ataques de ransomware procuram primeiro localizar e eliminar os sistemas de backup antes de encriptar os restantes servidores.
Quando os backups permanecem permanentemente ligados à infraestrutura, utilizam as mesmas credenciais ou não dispõem de mecanismos de proteção adequados, podem ser comprometidos juntamente com os restantes sistemas. Quando isso acontece, a empresa percebe demasiado tarde que, apesar de possuir backups, já não dispõe de uma forma eficaz de recuperar a informação.
O objetivo não é proteger ficheiros. É proteger o negócio.
Existe uma diferença fundamental entre proteger dados e proteger a continuidade da atividade. Enquanto os backups têm como objetivo preservar informação, uma estratégia de continuidade de negócio procura garantir que a empresa consegue continuar a operar com o menor impacto possível.
Para isso, é importante responder a questões como:
Quanto tempo pode a empresa estar parada sem comprometer a sua atividade?
Que sistemas têm prioridade no processo de recuperação?
Quando foi realizado o último teste de restauro?Os procedimentos de recuperação estão documentados e atualizados?
Os backups encontram-se protegidos contra ataques?
Existe um plano claro para recuperar toda a infraestrutura informática?
Responder a estas perguntas é tão importante como implementar o próprio sistema de backup, pois é essa preparação que determina a capacidade de resposta quando ocorre um incidente.
Conclusão
A existência de backups continua a ser um requisito essencial para qualquer organização. No entanto, um backup só cumpre verdadeiramente o seu propósito quando permite recuperar a informação certa, no tempo necessário e com o menor impacto possível na atividade da empresa. A maturidade de uma estratégia de proteção não se mede pelo número de backups realizados, mas pela capacidade de garantir a continuidade do negócio perante um incidente. Se nunca avaliou quanto tempo demoraria a recuperar os seus sistemas, quanto trabalho poderia perder ou se os seus backups já foram efetivamente testados, poderá estar a confiar numa sensação de segurança que ainda não foi validada.
Na Quantinfor ajudamos as empresas a implementar soluções de backup e recuperação que vão muito além da simples cópia de dados, garantindo maior disponibilidade, resiliência e continuidade do negócio. Se pretende avaliar a robustez da sua estratégia de backup e perceber se está realmente preparado para responder a um incidente, entre em contacto connosco através de info@quantinfor.com