
Os ficheiros de ransomware detetados em smartphones (218.625) durante o primeiro trimestre (61.832 no trimestre anterior) estiveram na sua maioria relacionados com a família congur, responsável por mais de 86% dos ataques.
o ransomware direcionado a todos os dispositivos, sistemas e redes também continuou a crescer, com 11 novas famílias de cryptor e 55.679 novas modificações a surgirem neste período.
o ransomware congur é um bloqueador - configura ou redefine o pin do dispositivo (o código de acesso) para que os atacantes tenham direitos de administrador no dispositivo. algumas variantes do malware aproveitam esses direitos para instalar o seu módulo na pasta do sistema tornando a sua remoção quase impossível.
Apesar da popularidade do congur, o trojan-ransom.androidos.fusob.h manteve-se na liderança dos principais ciberataques direcionados para dispositivos móveis, responsável por cerca de 45% dos ataques a utilizadores durante estes meses. uma vez executado, o trojan solicita privilégios de administrador, recolhe informações sobre o dispositivo, incluindo as coordenadas gps e o histórico de chamadas, e transfere os dados para um servidor malicioso. com base no que recebe, o servidor pode enviar de volta uma ordem para bloquear o dispositivo. os eua foram o país mais atingido por mobile ransomware no primeiro trimestre, sendo o ransomware svpeng a ameaça mais difundida.
ao todo, foram detetadas 55.679 novas modificações do ransomware windows durante o trimestre, o que representa um aumento de quase duas vezes em relação ao quarto trimestre de 2016 (29.450). a maioria destas novas modificações pertence à família cerber.
“o cenário de ameaças móveis de ransomware foi tudo menos calmo no primeiro trimestre. o ransomware direcionado a dispositivos móveis disparou, com a proliferação de novas famílias e modificações de ransomware. as pessoas devem estar conscientes de que os atacantes podem - e cada vez mais tentam - bloquear o acesso aos seus dados não apenas num computador mas também nos seus dispositivos móveis ", observa roman unuchek, analista sénior de malware da kaspersky lab.
Durante o primeiro trimestre de 2017, a kaspersky detetou ainda cerca de 288 mil computadores alvos de tentativas de infeção por malware com o objetivo de aceder contas bancárias; ataques de crypto-ransomware bloqueados em 240.799 computadores diferentes e mais de um milhão de pacotes de instalação maliciosa.
Fonte: it channel
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O ransomware tem sido identificado como um dos ciberataques que mais tem proliferado nos últimos tempos e, apenas em 2016, a sua influência cresceu de 5,5% para 10,5% entre todos os ataques